Quando os raios de sol invadem meu quarto, é como se eles fossem jogar aos sete ventos o que eu luto para esconder do mundo. Aquele sentimento que aperta o coração e machuca sem dó, o maior dos meus receios, aquele que nem nas entrelinhas se esconde. A essência do ser, a luta para mantê-lo ao meu lado, o medo da perda e os ossos enrijecendo-se de angustia.
Estou gelada, aflita, buscando algo além medo- paz talvez-, fico hesitante toda vez que os sinos da cidade anunciam a chegada de um visitante, monto minha armadura com cobertores e fecho os olhos antes que os raios invadam meu quarto, antes que eles disparem suas chamas, antes que você parta e me esqueça. Assim quem sabe, quando acontecer eu esteja preparada, armada e indiferente, esteja acima de tudo preparada para seguir sem você.