quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Me perguntava até que ponto chegaria tudo isso,o que ouvi hoje tirou todas as dúvidas que ainda existiam.Borboletas no estômago traduzem sem poréns minha felicidade.
Descobri que não era só mais um caso de amor, era ele próprio nu e cru, belo e simples.O meu amor,só meu.Até quando ninguém sabe,mas até lá me pertence.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Alma gritante, coração hesitante


Vi no esboço de seu rosto lágrimas que não chegaram a cair, entretanto demonstravam sua dor ao vê-la partir. Ninguém depois disso ousou perguntar-lhe como estava seu estado emocional. Porém sabiam todos que sua fiel companheira tornou-se a pinga no bar da esquina e seus lençóis de seda foram substituídos cruelmente pelo banco da praça. Nas gélidas noites de inverno Pedro abraçava a si próprio em busca de um resquício de calor em suas entranhas. E no sarcasmo de suas palavras seus dias foram chegando ao fim com a indulgência dos calmantes e antidepressivos concedidos pelo manicômio, chamado de lar até sua pulsação calar e seus olhos cerrar. 

Ríspida dor



Nesse corpo rastejante e mutilado
Na enfermidade das palavras
E na disformidade das atitudes
Formem-nos um caráter de incomensurável consciência.
Estou tão incompletamente completa, em ordem aleatória de dores.